terça-feira, 13 de setembro de 2011

O tal cara

Não existe parceiro ou parceira perfeito e, muito menos ninguém é perfeito demais para alguém ao ponto de se encaixar completamente a outra pessoa e, aprendi isso desde sempre nos meus relacionamentos, não espero encontrar o cara perfeito e nem vou ser aquela perfeitinha para ele, não vou fingir poses e pensamentos que não me pertencem, já que nunca fui perfeita e também nunca serei, já fui muito aberta a contar tudo para todo mundo, hoje em dia tento desvendar-me, tento ser quebra-cabeças para os outros tentarem me montar e descobrir o que existe dentro da caixinha.
Sei que não existem românticos que vão enviar flores de 5 em 5 minutos para me conquistar com bilhetes distintos e, para que assim demonstre o quanto me ama, pois isso não existe! Eu só busco alguém que me entenda, que entenda de fato o real sentido do amor, que ele não é para ser comemorado no dia dos namorados, no aniversário de namoro e para nos respectivos aniversários sejamos explícitos em presentes e declarações de amor para os outros assistirem: quero alguém que me ame acordando com olheiras e descabelada, quero alguém que entenda que na TPM eu fico dengosa e quero mais atenção, quero alguém que me leve pra jantar sem data comemorativa, quero alguém que deite na areia comigo e sonhe um futuro mesmo que não aconteça, quero sonhar, quero viver, quero respirar amor...
Quero que o tal cara tenha tido um passado bem vivido, tenha aprontado, tenha se decepcionado, tenha bagagem sentimental para compartilhar e não realizar mais nenhuma das frustrações passadas na nossa relação, quero viver um amor que pense no futuro, não quero alguém que venha cru da vida, porque provavelmente vai querer viver algo depois de mim, quero alguém que eu seja seu último amor, quero que tenha histórias de ex-namoradas, pode até ter ex-mulher, de ex-sogra, de colégio, de infância, da adolescência: quero alguém real mesmo que nem eu, que já sofreu, se iludiu, se decepcionou, não busco perfeição.
Eu quero um relacionamento real: quero ter sintonia, quero ter encaixe, quero sexo, quero pele na pele, quero beijos, quero olhares maldosos num jantar informal e terminar na cama fazendo sexo cheio de puxões de cabelo, tapas, mãos, beijos, suor: quero uma relação real, onde o sexo exista, onde não exista somente os momentos de "vamos fazer amor?". E, depois disso: quero dar risadas, comer junto no mesmo prato, quero ter status de relacionamento sério no facebook, quero fotos românticas, quero trocar mensagem de celular carinhosa ou calliente, quero receber telefonema do nada pra dizer que pensou em mim e que seja de fato verdade,  não quero viver meias verdades, quero viver verdade inteira!
Quero alguém que seja cúmplice, parceiro, amigo, que me admire, que ao falar de mim seus olhos brilhem e quero sentir o mesmo, não quero viver de promessas e nem de juras, quero viver de verdades, quero que as coisas simplesmente aconteçam, quero apelidos íntimos, piadas internas, quero ter uma música para chamar de nossa, quero ter um filme para assistirmos e suspirarmos juntos, quero ter programa nosso que nos faça simplesmente nos sentir mais leves, quero que nossas famílias se tornem uma só, quero passar Natal com você e, venha passar o Reveillon comigo, ou vice-versa.
Quero uma relação acima de tudo de amizade, quero que confie em mim seus segredos, quero ser sua melhor amiga antes de ser sua mulher para que possa em mim ter seu porto seguro, quero segurar sua mão e sentir um aperto mais forte ao segurá-la, quero conversar com você só num olhar, quero poder estar perto de você mesmo que não estejamos um ao lado do outro, independente da distancia.
Quero ter a nossa família, nossos filhos: quem sabe mais que um!
Quero ter domingo em família, quero passar o domingo de pijama deitados na cama comendo porcaria e se curtindo muito um ao outro e, quem sabe os filhos que virão.
Quero acima de tudo que esse cara fique comigo, pro que der e vier.

Amadurecer....

Se existisse uma forma de voltar no tempo só por um dia, não ia querer mudar nada, ia só querer reviver, ia só querer voltar a ser quem eu era, voltar a ter aquela ingenuidade que hoje se transformou em desconfiança, em "pé atrás", logo eu que há um tempo atrás vivia imaginando um futuro nosso, com algumas brigas, algumas lágrimas mas, todas elas com muito amor, só que tudo isso foi inútil, pois nós ficamos no passado, no meu presente você se tornou uma memória de um passado que cataloguei na prateleira e, passo um pano para não ficar empoeirado.
Sei que eu era irritante, chata, irônica, dramática, debochada mas, que sinto saudades dos meus olhares, dos meus sonhos, dos meus pensamentos, da forma como encarava a vida e, mesmo tendo mudado acho que valeu a pena cada instante que vivi, cada momento que me transformou em quem sou hoje, cada pessoa que ao longo da vida foi indo embora e, outras que entraram e continuam ao meu lado de alguma forma.
Amadurecer nem sempre é como sonhamos, nem sempre é fácil deixar de ser menina e se tornar mulher...

sábado, 10 de setembro de 2011

Hora do "adeus"

Já dizem que despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo e, de fato é mais ou menos assim: deixamos de lado hábitos, rotina, pensamentos, vontades comuns para voltar a ser e ter vontades próprias, digo isso no meu caso, pois acabo vivendo no plural e não no singular, acabo vivendo a relação de forma intensa e, nem sempre existe reciprocidade, alias nunca existiu, por isso continuo colecionando decepções.
Mais uma vez alguém sai da minha vida: me acrescentou alguns valores e algumas coisas que vou carregar mas, também soube ser cruel, soube me expor mais que o devido e, me magoou muito: mesmo falando que era por proteção, tem coisas que poderiam ter sido evitadas mas, não foram e minha imagem foi um pouco manchada e, poderia ter sido evitado mas, agora nem vou entrar nesse mérito.
Vivo cada processo da minha vida de forma intensa, sim! Vivo a despedida de alguém com tristeza, porque por mais que seja necessário essa situação, é doloroso tirar alguém da minha vida, logo eu que prezo tanto ter as pessoas ao meu redor, que me preocupo, me dedico mas, a vida é assim, feita de despedidas, feita de recomeços, feita de "adeus" e "oi".
Agora vivo o "adeus" a você, que por mais que tenhamos terminado de forma estúpida e sem respeito mútuo, sofro.... Sofro porque não gosto de excluir pessoas da minha vida, sofro porque vem um "filme" na mente de tudo que passou e vem muita coisa boa que foi vivida mas, agora ficou no passado: já fiz limpeza no facebook, já limpei as mensagens no celular, já rasguei bilhetes e cartas que não serão mais enviadas, fotos que imprimi e vão ficar no meu álbum mesmo e, os projetos: esses eu joguei fora junto com muita coisa que estava idealizando.
O "adeus" é complicado, é doloroso, é triste mas, necessário.

Sem consideração

Sempre falam em não criar expectativas que elas podem conduzir a decepções, sempre deixei isso de lado: mergulhava de cabeça, permitia que o sentimento aflorasse, permitia que minha impulsividade fosse dona da minha razão, que meu lado romântico me deixasse dominar e, o que aconteceu?
Sonhei sozinha, vivi um romance solitário, idealizei um relacionamento que era só meu, criei planos para um futuro que não foi compartilhado, cheguei a pensar em mudar minha vida em prol desse relacionamento que vivi solitária, lágrimas foram muitas e nenhuma teve algum valor para o outro lado, todas pareciam ser de drama, pirraça, ladainha, nunca teve uma demonstração de afetividade por uma lágrima que escorreu em meu rosto, nunca teve uma pitada de preocupação em estar mais triste que feliz e, ainda fui penalizada porque deu errado, porque eu sofri demais, chorei demais, vivi demais para esse sentimento perdurasse, só recebi críticas, só recebi grosserias.
Não houve respeito a minha dedicação, não houve respeito pelo meu amor, não houve respeito pela minha esperança e muito menos houve afeição pela dor que comecei a viver: avisei que estava começando a sofrer e, foi ignorado, a dor foi só aumentando, aumentando e, quando me dei conta eu estava sendo ridicularizada na relação, estava como a vilã da novela, estava como a culpada de tudo que aconteceu de ruim, porque de bom todo mundo gosta de ficar com a fama, logo quando resolvi abrir meu coração que estava lacrado de tantas decepções e, ainda ouvi que elas são culpa minha, que eu as plantei: isso porque ia ser tudo diferente e, realmente foi: foi tudo desastroso, caí, fiquei de cama, sofri e não me envergonho disso mas, aos poucos estou me reerguendo, aos poucos estou levantando a cabeça, aos poucos estou me olhando no espelho e descobrindo um amor que não vai me decepcionar, então estou seguindo em frente... sem você.

Naturalmente

Os dias tem passado de forma mais rápida agora e, a saudade do telefone tocar já não me atormenta como antes, a vontade que suba seu nome do MSN também não me atordoa mais, fuçar seu facebook já não faz mais parte da minha rotina virtual, me deitar e meu último pensamento ser seu já não acontece mais, acordar e meu primeiro pensamento do dia ser voltado para você também não faz mais parte da minha mente.
Quando me falavam que o tempo ia colocando as coisas no lugar, não acreditava só sentia dor e ansiedade, só sentia que aos poucos estávamos nos perdendo, como de fato é o que aconteceu: nos perdemos com o tempo e a distância e, esse era meu maior medo, meu maior desespero e, hoje é um fato que aconteceu naturalmente.
Você não faz mais parte da minha vida e, com certeza eu não faço mais parte da sua, existe um resquício de consideração entre nós, que faz com que falemos o básico e desejamos o melhor um ao outro, fora isso... a distância que já era grande, ficou maior ainda e, você que era tão presente se tornou um enorme buraco que nem ouvindo música romântica: não vem você mais no pensamento e não sinto o coração apertado como sentia antes.
Acho que aprendi a viver sem você e, relutei tanto para que isso não acontecesse, pedi tanto que nada nos afastasse e, no final foi mais natural que água mineral, nos afastamos e talvez não tenha volta: falo talvez porque não sou dona totalmente do meu destino, não sei o que o futuro me reserva mas, atualmente: o que sempre pressenti aconteceu; acabou sem ao menos termos tido a chance de materializarmos tudo que planejamos, sonhamos, falamos, compartilhamos mas, talvez esse fosse o destino dessa "não-relação"

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Precisei que precisasse de mim...

Dediquei momentos, pensamentos, sonhos, projetos a alguém que sequer quis ter a chance de me conhecer, sequer soube pegar um voo e vir me ver, olhar nos meus olhos e saber se estávamos fantasiando demais, se estávamos perdendo nossos tempos com algo que não passava de uma carência ou algo similar e, o que aconteceu?
Simplesmente quando mais precisei que você precisasse de mim, você sumiu, virou as costas, sumiu, mentiu ou omitiu situações e sentimentos, me vi perdida, me vi no colo dos amigos que o tempo todo estavam ali me dizendo que possivelmente estaria me iludindo com suas fantasias mas, eu não me importei, continuei acreditando em você, continuei idealizando o você que eu tanto queria.
Os dias se tornaram longos e por mais que explicasse as pessoas, ninguém entendia porque eu chorava, porque não conseguia sair da cama, porque ficava olhando para o celular a todo momento, porque não sentia fome, porque tinha perdido a graça de sorrir, tinha perdido a graça de ir a praia que tanto gosto...
Tudo porque você tinha descoberto que era melhor cuidar de si e, que para isso eu não estava mais nos seus planos, doeu e, às vezes dói, estou aprendendo a ficar sem pensar em você, sem ficar perto do celular, estou descobrindo que posso sorrir sim e, que você não é mais o motivador dos sorrisos que solto hoje, eles são totalmente meus e, isso não tem como tirar.
Acho que você foi uma dessas pessoas que entraram na minha vida para sair dela, não sei o porque ainda mas, sei que saiu e, minha vida segue...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Amores distintos

Posso desabafar que entre tantas histórias e breves relacionamentos amorosos vividos: eu amei cada um que passou em minha vida e, amei verdadeiramente, independente do período que passamos juntos, óbvio que entre todas as histórias tem aquela que se pudesse, escreveria um livro e dedicaria com muito carinho, dedicaria até quem me tornei hoje, a forma que penso hoje e como conduzo a minha vida.
Talvez ele nunca leia isso, ou se ler não vai imaginar o quanto me acrescentou como ser humano, o quanto me ensinou durante nosso relacionamento amoroso e, na época por imaturidade não soube agradecer a altura, se é que existe agradecimento por tanta cumplicidade, tanto zelo, tanta amizade, tanta admiração mútua e, tanta vontade de dar certo enquanto estivemos juntos, com certeza por mais que escreva e tente descrever o que vivi, jamais chegará perto dos quase 4 anos que tive com alguém que hoje vejo que foi meu maior incentivador, além da minha família, lamento que ele não tenha consciência disso ou simplesmente que nossas vidas tomaram rumos diferentes e não encaixa te falar que foi importante demais para crescer, amadurecer, para aceitar problemas e enfrentá-los com a cara e a coragem mas, quem sabe realizo meu desejo de dissertar nosso romance e presenteá-lo com um exemplar, dizendo que foi minha inspiração para a realização dessa obra e, para a pessoa quem me tornei.
Já li que o amor não muda, quem muda somos nós e, nesse momento não me vem a mente quem foi o autor dessa frase muito perfeitinha ao meu ver e, realmente estamos sempre mudando e, nem sempre quem está ao nosso lado está mudando no nosso ritmo, ou está seguindo seu ritmo natural que talvez seja permanecer ao seu lado por aquele período e depois cada um segue seu destino, guardando no coração tudo que ficou de bom e, usando na prática tudo que aprendeu com aquela pessoa amada, até os relacionamentos ditos errados ao meu ver tem seu lado positivo, pois eles me ensinaram muito a não cometer os mesmos erros, a não permitir que ninguém mude meu jeito de ser mesmo sabendo que não vou agradar a todos mas, que eu sou assim, eu penso dessa forma, eu amo dessa maneira.
Eu sinto que ainda  vou viver outras histórias de amor, intensas, leves, duradouras, não sei como serão mas, vou viver sim... por mais que caia, eu sempre me levanto e estou com o coração recuperado para se abrir para as possibilidades.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tristeza é um sentimento nobre.

Por mais que escolha as mais lindas palavras para definir o sentimento de estar triste, de se recolher, de evitar que as pessoas que te amam te vejam triste, não conseguiria fazer com que elas se unissem e tentassem juntas passar o real sentimento existente.
Para o dicionário a tristeza pode ser"originada da perda de algo ou alguém que se tinha muito valor ou pelo excesso de tédio: esta emoção pode ser potencializada se aquele que sofre de tristeza passa a acreditar que poderia ter feito algo para recuperar ou evitar a perda mesmo que este algo a se fazer seja na prática impossível de se concretizar e,independente da vontade do triste."
Não deixa de ser uma verdade, já que quando perdemos algo ou alguém de muito valor ficamos tristes ao ponto de que o mundo a nossa volta pára, procuramos não encontrar com nada que afaste esse sentimento no momento que está sendo evidenciado por respeito a ele, nos afastamos de tudo que possa esboçar um sorriso e muito menos uma gargalhada, pois é um momento de luto, a tristeza tem sua forma de ser vivida com respeito e, também com sua beleza, pois sempre depois de um momento de tristeza, crescemos, nos tornamos mais fortes, passamos a lapidar em que e quem acreditar e, por essa razão a tristeza é um sentimento muito nobre, já que poucos são aqueles que assumem com respeito que estão tristes e, isso não é vergonha, ficar triste é humano, ficar triste é natural, deixar que lágrimas caiam dos seus olhos e sejam a forma de lavar o que está doendo por dentro não é para esconder, nem que seja com seu travesseiro: chore!
Não se deve ter vergonha de chorar por um amor perdido, por erros cometidos, por desculpas que não foram aceitas, por falas que foram mal interpretadas e ações intempestivas que poderiam ser evitadas mas, talvez era para ser desse jeito, dessa forma, com essa tristeza, com essas lágrimas, com noites mal dormidas, com amigos pedindo que erga a cabeça, com a família dando apoio e dizendo que o tempo põe tudo no seu devido lugar e, sei que todos fazem isso com boas intenções: querendo ajudar de coração mas, infelizmente ou felizmente temos que nos entristecer, viver essa tristeza para depois descobrir o que vem depois da tristeza mas, enquanto isso vivê-la da forma mais respeitosa possível, sem fingir uma felicidade falsa, sem querer demonstrar algo que no momento não existe ainda, que é superar a dor de perder alguém especial em sua vida.