segunda-feira, 30 de maio de 2011

Maior tesouro

Talvez a maior busca esteja bem mais próxima do que imaginamos, talvez ou praticamente certo que tudo que mais desejamos esteja bem aqui: dentro de nós, dentro do nosso coração e, continuamos a procurar ao nosso redor, muitas vezes em outras pessoas, em outros momentos em carências materiais e essa busca pode ser completamente cessada quando percebemos que o reino que tanto procuramos somos nós mesmos.
Acredito que tenhamos que passar por determinadas dificuldades, por problemas, tropeços e tombos que nos fazem crescer, amadurecer e até mesmo enrijecer de situações que antes eram permitidas mas, que hoje são evitadas pelo amor próprio que perdura e nos mantém de pé...
Não preciso ir longe para descobrir que meu maior tesouro sou eu mesma.
=-)

Reflexões...


Uma tarde aparentemente normal onde a solidão estava me fazendo companhia me peguei refletindo sobre a minha vida amorosa e o quanto passei a colecionar meus términos em dramalhões mexicanos, em semanas e até mesmo meses em vivendo um luto: faço de cada um especificamente tornar-se uma dor ímpar, alguns deles eu permito que a dor se instale demais e, faça com que eu sofra além do que deveria, coisa que não é nem um pouco saudável em todos os sentidos: sejam físicos ou psicológicos.
Sempre ouvi o seguinte ditado:"quando um não quer, dois não brigam" e, adequo esse ditado para "quando um não quer, dois não ficam juntos" e, daí quando a parte de que duas pessoas querem ficar juntos passa a surgir um relacionamento, surge desse relacionamento um sentimento que os une independente das adversidades da vida.
Normalmente o casal se apaixona: começa a gerar expectativas e sonhos em comum, começa a fazer a vida dos dois se tornarem um só, na verdade passei a alimentar um romantismo que hoje em dia não tem muito valor para os homens que conheci, eles até acham "bonitinho" por um determinado período mas, depois me julgam:chata, melosa, carente demais e, aí vem a parte mais complicada: a desilusão amorosa.
Ao procurar o significado da palavra desilusão no dicionário encontra-se essa descrição:  " é uma decepção ou desencantamento decorrente de uma experiência negativa profunda; é ato de desiludir-se, desenganar-se, o que pressupõe que nos enganamos sobre algo ou alguém, que em um momento qualquer, acreditamos. "     
E essa sensação é exclusivamente humana, o ato de desiludir-se, desenganar-se é algo que somente os seres humanos tem como sentir, sofrer e aprender algo diante desse momento que é delicado e, somente quem está sentindo pode tentar explicar e, muitas vezes a pessoa que está sofrendo esse momento de desilusão ouve conselhos que se permitiu sentir essa dor, se permitiu ser ingênua, permitiu que o outro invadisse o espaço da sua vida mais do que deveria.
Por mais doloroso que seja só que pode parecer viver a desilusão, temos que pensar que existe o processo anterior a ela, o momento que parece ser esquecido no momento da dor: quando  se conhece alguém, permite que essa pessoa se aproxime de você, dos seus sentimentos, sonhos, desejos, planos, aí se apaixona, passa a viver momentos que se tornam mágicos e daí passa a acreditar na veracidade do sentimento da outra pessoa, passa a acreditar que não vai ser magoada com mentiras, falsas esperanças e, as expectativas tomam conta de nossa vida e, como controlar a sensação de viver algo que está totalmente prazeroso, sem pensar que pode se voltar contra você e te fazer sentir sua vida desmoronando de uma só vez?!
Como é difícil criar mecanismos que sustentem para enfrentar a perda, a frustração, a dor, a sensação de que não terá mais a predisposição a acreditar que possa viver outra relação, que possa se abrir novamente, pois o medo começa a tomar conta e não permite que a aproximação aconteça.           
Daí vem tantos outros fatores que influenciam muito na construção do ser humano: quando se tem uma base forte, uma família que te ensinou a ser confiante a chance da proporção da desilusão tomar conta de você é mínima e com certeza, sobreviverá bem a ela e, tirará alguma lição positiva da situação. Porém atualmente é difícil dar exemplos de famílias bem estruturadas, onde a relação dos pais e filhos é saudável, é de harmonia, de conforto é cada vez mais complicada, daí as pessoas na fase adulta tendem a buscar em suas relações amorosas o vazio que sua família construiu e, quando surge a desilusão é difícil superá-la com maior naturalidade e força mas, o processo é doloroso e não tem como prescrever um prazo para que expire essa dor e, nesse momento a compreensão dos amigos e familiares é fundamental, daí a autoconfiança vai voltando aos poucos e a vontade de reagir se torna natural.
Se cada ser humano fosse computar quantas desilusões já viveu em sua vida e, quantas marcas elas deixaram, cada um teria um livro para escrever e descrever como reagiu e como conseguiu superar ou até mesmo os que não conseguiram superar

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Escrever é levitar...

Escrever com certeza para algumas pessoas é complicado para se expressar mas, para algumas pessoas é a maneira mais simples de tentar expressar os sentimentos, pensamentos e sensações que insistem em fazer com que tenhamos a vontade de simplesmente deixar os pensamentos saiam de nossa mente e se transformem na forma mais leve de simplesmente transcender o interno para o externo.
Muitas vezes escrever é se expor e, nem sempre a exposição é interessante no mundo em que vivemos onde cada vez mais a inveja e a vontade que o outro derrote impera, por isso muitas vezes em meias palavras tentamos expressar momentos vividos, sejam eles felizes ou tristes: para que as pessoas na torcida por notícias ruins não se exaltem e não vibrem por algo que as alimente mas, não é por causa de uma minoria que vou deixar de expressar o que minha mente insiste em fazer virar texto, pensamento solto ou até mesmo algo totalmente sem nexo ao ser lido e relido, quando o ato de escrever resolve imperar simplesmente vou permitir que ele se torne dono da razão que pode insistir em me manter em silêncio mas, a força que minha mão tem de buscar o papel e a caneta para simplesmente levitar os sentimentos é maior que qualquer outra que possa me calar.
Escrever é estar marcando momentos, os eternizando em forma de lembranças futuras.